Pesquisar este blog

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Pescaria

                      Desde cedo aprendi
                     Nas terras do além mar
                     Ouvi as barbatanas, das
                       danadas das tainhas 
                     Batendo palmas no ar.

                    Chegada  a hora da ação 
                    Os ouvidos bem atentos
                    Não tem mais afobação. 
                    Balanço o corpo nas ondas
                   Nuvens de peixes ao vento.

                   
                    No perfume do orégano 
                    Tomo uns coles na garrafa
                    Xeque mate, dou a lançada!
                    Escuto o baque do cardume
                    Na queda brusca da tarrafada.

O Bardo




.   .   .
.   .
.   . 
Tece costura fia 
ossos consoantes 
em carnes vogais



Calaça

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Momentos de Bar

.


Momentos de Bar
.


<.
.
Fantasmas de bar nas mesas e no balcão

trazem o peso da felicidade gelado nos copos

fumaça do veneno careta ligth plus alcatrão

 figados baços inchados nos corpos.


Quantos sorrisos leves e amarelos nos rostos

embaçados dos palhaços de gravatas sem graça

a música no som das garrafas liquida nas taças

mais tins tins ilusões fumaça plena nos pulmões.


O tac tac dos tacos com giz das bolas nas caçapas

como lesmas nas mesas praticando sua revolução

a nata intelectual etílica beba mente move-se.


Politica futebol literatura filosofia e economia

os últimos versos do amigo querido ontem morto

guardo comigo esses momentos bebidos e o troco.


Calaça

sábado, 5 de novembro de 2011

Servidor Espectro






Pedro , no profundo dos infernos
pisou seixos quentes coloridos
e com os pés doloridos
orou com o verbo Deus
fitou bem nos olhos do chifrudo
e ele vertendo enxofre pelos orifícios, morreu.
Nosso herói segue firme o escolhido
findou com o inferno deu um golpe no poder
criou o setor civil e todos
em servidores públicos.
Hoje ficou pior o troço, o retorno do inferno
é desejo até de Deus...
Porque o inferno depois de público
punir o infiel é um bicho!
Tendo fezes inexiste os vidros, tendo os vidros
inexistem fezes. Tendo fezes e vidros, quem distribui
é espectro muito esperto!

PARABOLE
.

.
Poderosa barganha.  Morde, amordaça, acarinha...
O elixir da vida, tutano do ódio, amazona da língua,
a guardião dos segredos dar  força e mistérios as orações.
Estrela radiosa. O sol dos vivos, o sal dos mares.
O caos dos mortos, iodo dos leprosos, o cal da vida.
Apaixona, aproxima, lambe, lambuza e cospe na cara.
Encara, mente, trai, domina exércitos, ordena carnificinas.
Rosa carmim, jogada no escuro  é lâmina e crava.
Ama, desencanta, emprenha os incautos, canta e faz dormir.

E com vocês: Sua Excelência
 A  P A L A V R A. 


Estela




estrela
passarinha
dos cabelos
de milho
são dois sóis
teus seios
que solaranjam
meus olhos
num intenso
brilho