terça-feira, 24 de janeiro de 2012
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Momentos de Bar
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Fantasmas de bar nas mesas e no balcão
trazem o peso da felicidade gelado nos copos
fumaça do veneno careta ligth plus alcatrão
figados baços inchados nos corpos.
Quantos sorrisos leves e amarelos nos rostos
embaçados dos palhaços de gravatas sem graça
a música no som das garrafas liquida nas taças
mais tins tins ilusões fumaça plena nos pulmões.
O tac tac dos tacos com giz das bolas nas caçapas
como lesmas nas mesas praticando sua revolução
a nata intelectual etílica beba mente move-se.
Politica futebol literatura filosofia e economia
os últimos versos do amigo querido ontem morto
guardo comigo esses momentos bebidos e o troco.
Calaça
sábado, 5 de novembro de 2011
Servidor Espectro
Pedro , no profundo dos infernos
pisou seixos quentes coloridos
e com os pés doloridos
orou com o verbo Deus
fitou bem nos olhos do chifrudo
e ele vertendo enxofre pelos orifícios, morreu.
Nosso herói segue firme o escolhido
findou com o inferno deu um golpe no poder
criou o setor civil e todos
em servidores públicos.
Hoje ficou pior o troço, o retorno do inferno
é desejo até de Deus...
Porque o inferno depois de público
punir o infiel é um bicho!
Tendo fezes inexiste os vidros, tendo os vidros
inexistem fezes. Tendo fezes e vidros, quem distribui
é espectro muito esperto!
pisou seixos quentes coloridos
e com os pés doloridos
orou com o verbo Deus
fitou bem nos olhos do chifrudo
e ele vertendo enxofre pelos orifícios, morreu.
Nosso herói segue firme o escolhido
findou com o inferno deu um golpe no poder
criou o setor civil e todos
em servidores públicos.
Hoje ficou pior o troço, o retorno do inferno
é desejo até de Deus...
Porque o inferno depois de público
punir o infiel é um bicho!
Tendo fezes inexiste os vidros, tendo os vidros
inexistem fezes. Tendo fezes e vidros, quem distribui
é espectro muito esperto!
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Poderosa
barganha. Morde, amordaça, acarinha...
O elixir da vida, tutano do ódio, amazona da língua,
a guardião dos segredos dar força e mistérios as orações.
Estrela radiosa. O sol dos vivos, o sal dos mares.
O caos dos mortos, iodo dos leprosos, o cal da vida.
Apaixona, aproxima, lambe, lambuza e cospe na cara.
Encara, mente, trai, domina exércitos, ordena carnificinas.
Rosa carmim, jogada no escuro é lâmina e crava.
Ama, desencanta, emprenha os incautos, canta e faz dormir.
E com vocês: Sua Excelência A P A L A V R A.
O elixir da vida, tutano do ódio, amazona da língua,
a guardião dos segredos dar força e mistérios as orações.
Estrela radiosa. O sol dos vivos, o sal dos mares.
O caos dos mortos, iodo dos leprosos, o cal da vida.
Apaixona, aproxima, lambe, lambuza e cospe na cara.
Encara, mente, trai, domina exércitos, ordena carnificinas.
Rosa carmim, jogada no escuro é lâmina e crava.
Ama, desencanta, emprenha os incautos, canta e faz dormir.
E com vocês: Sua Excelência A P A L A V R A.
O Trigo de Cristo Moído Nos Dentes Das Feras
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Naqueles dias, na escuridão
das catacumbas, nas noites
escuras e sombrias de Roma,
tochas humanas
iluminavam as ruas.
Os irmãos em ICHTHUS
se reconheciam
num arco ao contrário.
Tatuavam o peixe
no mar de suas memórias
suportavam á perseguição
do sacrifício da carne aos leões.
Era o povo de Cristo,
perseguidos nas noites das bestas...
Calaça
Hóstia Sagrada dos Andinos
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Parece-me que foi ontem
que fui a La Paz
com meu amigo Hernán Hunanca
mascar folha de coca.
Minha primeira mascada sagrada na fonte
embrenhados na comarca dos Yungas e o Tititaca
entre as coloridas cholas e camponeses cocaleiros.
Parece-me que foi ontem
quando a grande esfera de prata
descia do véu branco das montanhas
em oferenda á pachamama. Meu espirito
vagou pelas plantações das aldeias
em ritual a deusa e mãe das terras andinas.
Parece-me que foi ontem nas margens
do gigante colossal Pedra do Puma
que senti a brisa do sangue Inca e o cheiro
de carne cortada na lâmina da espada espanhola.
E meu espirito ainda jovem de revolução
consternado chorou. Masquei coca contemplando
o gigante silencioso, lago Tititaca...
Calaça
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