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terça-feira, 2 de agosto de 2011
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Adélia
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Prado
por onde escorre
o cotidiano
no casulo quente da poesia
tece como o bicho-da-seda
nas folhas da amoreira
poemas na nata dos dias
Calaça
Calaça
sábado, 23 de julho de 2011
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Piranhas uma cidade um poema
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Lapinha cravada nos montes
Piranhas contempla o velho chico lento
rio azul dos acalentos.
Passa Francisco rio passado presente
lavando lapidando as pedras de Piranhas
peixes cidades gente banham-se as entranhas.
Do alto do Xingó a canção do rio
no fim da tarde traz a musica das montanhas
no assobio do vento no cruzeiro acende-se Piranhas.
Noite ou dia paraíso do sertão
quem teve nos olhos piranhas
iluminou o corpo alma e coração
como esquecer a velha estação
o museu da pré-história e do cangaço
da alegra de seu povo da hospitalidade de Inácio?
da hidrelétrica do Xingó
dos anjos brancos de Piau
das esculturas de pedras e carrancas de pau !
da folia dos bares da prainha
do caldinho de peixe com cerveja e pitú
do passeio do barco do banho no rio limpo e azul!
Piranhas cidade viva inesquecível
das casas arco-íris poema de minha íris.
Bento Calaça
terça-feira, 28 de junho de 2011
Para Mano Véio.
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Nascido na Mooca
lobo de fogo
guerreiro solitário
suas lembranças
ainda são crocantes
tais quais as pipocas
dos cines Aliânça
Ouro Verde e Patriarca
a experiência foi dura
nostálgico chorou
quando o cine Roma
fechou suas portas
com o filme Roberto Carlos
em Ritmo de Aventura.
Malandro da Mooca
criado nas gangs de rua
sobreviveu a era da navalha
e brilhantina
longe de ser um homem
calculável do dócil rebanho
fruto da melhor argamassa
do rio Tamanduate
ainda mantem
de sua identidade antiga
o velho gingado e paletó aberto
o lenço de seda no pescoço
para cegar navalhas inimigas
nosso herói aspira á unicidade
enquanto a grande maioria
tomava seu cuba libre
ele bebia e até hoje bebe
seu Blood Mary!
de sua identidade antiga
o velho gingado e paletó aberto
o lenço de seda no pescoço
para cegar navalhas inimigas
nosso herói aspira á unicidade
enquanto a grande maioria
tomava seu cuba libre
ele bebia e até hoje bebe
seu Blood Mary!
Bento Calaça
segunda-feira, 30 de maio de 2011
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Para um Amigo que Partiu
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Um homem não morre
quando os frutos que deixou na terra
tem o perfume de sua essência.
Em outra dimensão esse aniversário
são passos ao aperfeiçoamento do espírito
sei que o amigo é seta de luz na direção do bem
e o alvo que sempre almejou foi a paz.
Que a cada aniversário teus caminhos sejam mais luz
e que para o encontro dos teus chegues iluminado!
Bento Calaça
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Um homem não morre
quando os frutos que deixou na terra
tem o perfume de sua essência.
Em outra dimensão esse aniversário
são passos ao aperfeiçoamento do espírito
sei que o amigo é seta de luz na direção do bem
e o alvo que sempre almejou foi a paz.
Que a cada aniversário teus caminhos sejam mais luz
e que para o encontro dos teus chegues iluminado!
Bento Calaça
terça-feira, 24 de maio de 2011
As Nove Deusas Canônicas
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Calíope,
vem comigo amada musa
pra chuva, a cantar nas noites de fogo.
Traz o menino poeta que fui um dia,
inspira-me tal qual fizeste com Orfeu,
devolve-me para minhas lembranças,
liberta meu espírito leve de criança.
Clio,
que ecoem as trombetas e os clarins
em tua homenagem, ninfa da fama!
Contigo aprendi a burilar meus poemas,
ter domínio dos versos, ouvidos de aprendiz
e da tua clepsidra antiga extrair o tempo.
Leva-me ao sol do som, amante da música!
Érato,
são das tuas flores e doçura o prazer
de escrever versos borrifados de alegria
com a flauta que amolece as pedras do caminho,
de colher do vento as folhas secas com carinho
e letras como flores na maior das fantasias.
Tália,
mil sábios não teriam o valor de um só bobo
que enfeitiçaste com o condão da cômica,
máscara, e borzeguins. És o feitiço do jogo,
porta-voz da comédia, alegria é a tônica.
Que o chá de tua Hera dê à voz, substância.
Melpômene,
grãfunesta do Monte Olimpo. Consagrada
pelo sumo, digo, vinho doce de tua videira.
Apesar da canção de tua tragédia, és amada.
A mantilha que envolve teus pensamentos tensos,
desnuda-me por dentro, e eu sinto que cresço.
Nas tuas aparicões aprendi o valor do silêncio.
Terpsícore,
mãe das sereias, encantas os poetas com ilusões,
divindade da dança, contigo todo vivente rodopia.
Por vezes, tocas, à regência dos ossos no compasso,
a música de uma lira com cadência dos teus passos.
O céu das profundezas do mar, dominas em harmonia.
Urânia,
celestial entidade que embala o globo terrestre.
aos pés do Monte Olimpo, com teu vestido celeste
do mesmo pano de fundo, que descortina o céu.
Acalmas os mares, balanças o sono dos astrólogos
indicas o rumo e navegas as equações matemáticas.
Rogam por tua inspiração, agricultores e astrônomos
Polímnia,
no véu branco e pensativa num pedestal alto
te encontrarei meditando, em História e Filosofia.
Com as velas infladas, singrarei até o raiar do dia
o rio divino dos teus hinos, até a sagrada melodia.
De lá verei tua face no mármore dos capitéis
Euterpe,
sempre que te invoco, ouço de longe tua flauta doce.
Quando as palavras em chamas acendem pelo roçar
de tuas asas em meus pêlos, cresce meu caralho.
No vinho do erotismo, a poesia entra por um atalho
e os primeiros poemas mal ditos gemem em orações.
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