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segunda-feira, 25 de abril de 2016

de la Mancha & Dulcineia
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- cada vez mais bela
como a face da lua nova
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- eu cavaleiro já enferrujado.
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- mas, nem Thor com seu martelo
ou Moisés com seu poderoso cajado
nem assim, d'escravo de sua janela.
B. Calaça               
Joana Guerreira
<..
De baixo de teus caracóis negros
O verniz nos olhos castanhos em mel 
Refletem no sorriso simétrico de pinha 
Brilhando por todo o rosto de porcelana
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Tua voz é tango para meus ouvidos
Brasa para meus gravetos frio de inverno
Teus lábios em favos translúcidos e doce
É um eterno beijo cigano com garras felina
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Uma legião de demônios tu vencerias
Santa guerreira com o aroma das flores
São mágicos os dias que passo ao teu lado
.
Eu soldado de chumbo ainda aprendo
Contigo ser leve barquinho de papel
A singrar os mares e outras savanas.


Bento Calaça
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sexta-feira, 23 de maio de 2014

Fungos da Imortalidade



Antes de encontrar a solidão 
o antigo e elegante Lao-Tsé
entregava-se ás delicias sensuais 
no interior dos flutuantes bordéis.
Pulverizado o sorriso cínico do velho
permanecia  na  flor do pessegueiro 
quando na fenda sedosa do pêssego 
enfiado passava belas noites de orgia.

Assim  com os fungos da imortalidade
dormiam as verdes montanhas da China.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Cachimbando Nuvens



Liberto das âncoras 
suspira inflada a esquadra 
não querem o grã merecimento do repouso...
Docemente singram os mares.
Sangue e nervos tem aqueles navios 
quando partem cachimbando  nuvens

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

No Verniz do Lodo



              

       Na neblina intensa de agosto
     longe de sua senda
 espreitando a Primavera
    como um navio mudo 
uma flor ancorada no verniz do lodo 
       balança com seu perfume.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Transformação






  o grão curtindo na fenda
moldando o estranho na ostra
o mar salgando a dor pungente
 há  tempo o tumor esquecido
  cristaliza a gema em pérola