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terça-feira, 24 de maio de 2011

Entre a Cruz e a Espada


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As paixões são os ventos que enfunam as velas dos barcos,
elas fazem-nos naufragar, por vezes, mas sem elas,
eles não poderiam singrar.
-- Voltaire,

>. . .

Nas
noites de fogueira e vinho nas praias
fumaça sem rumo ou folhas descendo o rio
penas ao vento... ágil leve silenciosa como leque
a flâmula das caravelas espanholas anunciando a morte.
Nos
últimos dias nas ruelas da aldeia
nem todos os nativos estavam mortos
de espada nas mãos com a ira do ódio
marchávamos sobre os corpos com ambição.
Os
corpos violados das mulheres e crianças
chocam-se decapitados. Em nosso peito cristão
balançava um crucifixo de um Cristo envergonhado...
Outras
ilhas sucumbiram a esquadra cega pela rapinagem
segue o prumo, quantos mares de sangue, paixão
e lágrimas, ainda teremos que singrar sem piedade?

Hai Kuase

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a lua
é um sol
mascarado

Hai Kuase

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...


exala segredos
de beija flor
a rosa

Hai Kuase



. . .

♫ ♫



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pescando sons e silencio
vende seu peixe
o maestro

Ninfeta



. . .


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a nada se assemelha
no universo
da mais linda carne vermelha
nas noites de esconder lua
fechada como uma pedra
sangra pela vez primeira
agora pronta para o cio
o bicho homem a de come-la

Hai Kuase

. . .






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solitário
dedilha seu violão
o rouxinol

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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Nas Nuvens Quentes

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Ontem lendo o céu

com minha amada

viramos as páginas

nas nuvens quentes

sol e língua se pondo

no céu de bocas poentes



Bento Calaça