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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Sombra



<...

eu vi o olhar na brisa

da cara seca da fome

era natal na aldeia

era natal lá no céu

aquela sombra desnuda
ansiava a face da luz...


era um inferno de fome

daquela fome imunda

catando o lixo do mundo

comendo o lixo no ato

passo a passo passa

aquela sombra desnuda
ansiava a face da luz...

Criaturas Bizarras do Fundo do Mar

<.

novamente vamos ser governados
por outras criaturas do mar
da turma do Lula ou do Serra
não temos como escapar

a Marina sereia rouca
não encanta mais os homens
se Lula molusco não a degustou
nem a maresia come

Traíra vazada pela Receita
Dilma sobe na pesquisa comparada
vai superando Serra o serrador
até na sintaxe mais deformada

lá no congresso a corja de tubarões
afiam os dentes para do polvo ao robalo
rouba-los sempre muito mais

nesse onda de democracia
o povo bóia feito baiacu morto ao mar...

pra frente pra trás
pra frente pra trás
pra frente pra trás

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Desejo


. . .


não ter mais travesseiros pálidos
e sim leopardo á espreita em labirintos
garras feras e feridas só para o querer

nas tuas crateras sentir o fogo da erupção
com vinho nos lábios sugar seus seios quentes
deixar escorrer pelas fendas lavas vulcânicas
para depois dos corpos em terremotos
juntar os escombros e recomeçar...



N.Versão


sábado, 7 de agosto de 2010

Vida Oxidada

Cega e surda Juventude
comida de traças em transe
lâmina doce suicida em chamas
fazia dos meus dias fogo corredor

quando tudo não fazia sentido
a vida tinha cores e sabor
a bofetada era minha droga
para amar as mulheres vãs

era um inferno meu paraíso
amava com um ódio do cão
sangue jorrava em cada pancada
a febre do amor era o domínio.

o tempo quebrou nas junturas dos ossos
enferrujando o desejo oxidando meus sonhos...



N.Versão

Insana





Cega e surda Juventude
comida de traças em transe
lâmina doce suicida em chamas
fazia dos meus dias fogo corredor

quando tudo não fazia sentido
a vida tinha cores e sabor
a bofetada era minha droga
para amar as mulheres vãs

era um inferno meu paraíso
amava com um ódio do cão
sangue jorrava em cada pancada
a febre do amor era o domínio.

o tempo quebrou nas junturas dos ossos
enferrujando o desejo oxidando meus sonhos...



N.Versão


quinta-feira, 5 de agosto de 2010

R O S A



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. . .

Guardiã das palavras
após a viagem das folhas
volta a dormir em capítulo


Anjo Do Pé Torto









Rei das gandaias de Londres
poeta revolucionário dos poemas libertários

 dos diversos
versos imersos fecundos no vinho bebido
sorvido no crânio do mundo.

Amou as mulheres como ninguém
das belas as feias. Foi baco, no balacobaco
com homens, fez suruba também.

 mulheres foram a sua perdição
de Augusta sua meia irmã 

 nasceu um filho do fruto proibido.
 Castigado, banido, proscrito da sociedade.


Morreu de febre de liberdade
morto, foi imitado, festejado, desprezado. Salve
anjo do pé torto, George Lord Byron!





N.Versão