A trombeta de um galo querubim
anuncia o dia
jornal quentinho como pão
vidas crocantes
fermenta a massa em ebulição
nos classificados vendem-se corpos
na página policial
história do momento;
CRIME PASSIONAL !
Com pão o jornal digerido quente
todos os dias bebemos do sangue
e comemos do pão que o diabo amassou
quinta-feira, 14 de maio de 2009
terça-feira, 12 de maio de 2009
Deus Insone
Rastros riscos rabiscos
quase espectro um trem pequenino
na espessa neblina onduladas do Himalaia
cilíndrico nem quebra o silêncio o rouco apito
será que existe? e se não for verdade?
é sonho rabiscado de um trem mal desenhado
que um deus insone insiste em desenhar
lá das montanhas do Nepal
e para não sonhar com o capeta...
Os cães ladram; e eu acho é tome!
lexotan, diazepam, gardenal.
quase espectro um trem pequenino
na espessa neblina onduladas do Himalaia
cilíndrico nem quebra o silêncio o rouco apito
será que existe? e se não for verdade?
é sonho rabiscado de um trem mal desenhado
que um deus insone insiste em desenhar
lá das montanhas do Nepal
e para não sonhar com o capeta...
Os cães ladram; e eu acho é tome!
lexotan, diazepam, gardenal.
domingo, 26 de abril de 2009
Vida Oxidada
Cega e surda Juventude
comida de traças em transe
lâmina doce suicida em chamas
fazia dos meus dias fogo corredor
quando tudo não fazia sentido
a vida tinha cores e sabor
Chocolate era minha droga
para amar as mulheres vãs
era um inferno meu paraíso
amava com um ódio do cão
sangue jorrava em cada estocada
a febre do amor era o domínio
mas o tempo nas junturas dos ossos
oxidou os sonhos enferrujando o desejo
comida de traças em transe
lâmina doce suicida em chamas
fazia dos meus dias fogo corredor
quando tudo não fazia sentido
a vida tinha cores e sabor
Chocolate era minha droga
para amar as mulheres vãs
era um inferno meu paraíso
amava com um ódio do cão
sangue jorrava em cada estocada
a febre do amor era o domínio
mas o tempo nas junturas dos ossos
oxidou os sonhos enferrujando o desejo
sábado, 25 de abril de 2009
Pingente Da Morte
Bala perdida
besouro sem asas
volátil sedento
fazendo inocentes
Bala perdida
o coice da dor
a noite fedendo
ferida e horror
Bala perdida
da morte o espinho
que mata e crava
que crava e mata
apagando o caminho...
besouro sem asas
volátil sedento
fazendo inocentes
Bala perdida
o coice da dor
a noite fedendo
ferida e horror
Bala perdida
da morte o espinho
que mata e crava
que crava e mata
apagando o caminho...
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Foi Assim
na presença de São Jorge e o dragão
rosnando nos meus ouvidos
conheci Berenici lambe sola
princesa das sombras
daquela oficina de corpos
escrota, grelo apertado e roxo
enroscou o meu cacete
num chumbrêgo da muléstia
vadiagem varrida...
siririca, siribobéia , carinho de mão
sessenta e nove, guaiamum
naquele quadrilátero sombrio
nas fendas daquela santa
descabacei me corpo e alma.
rosnando nos meus ouvidos
conheci Berenici lambe sola
princesa das sombras
daquela oficina de corpos
escrota, grelo apertado e roxo
enroscou o meu cacete
num chumbrêgo da muléstia
vadiagem varrida...
siririca, siribobéia , carinho de mão
sessenta e nove, guaiamum
naquele quadrilátero sombrio
nas fendas daquela santa
descabacei me corpo e alma.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
O Beijo
Na harmonia
entre a testa
e o queixo
arde uma boca de fogo
arde e eu desejo
o desejo oscila
eu vacilo
suga - me uma língua
leve e doce
a boca dessa criatura
não se finda
num minúsculo
naco de tempo
sou dono dos teus enigmas
entre a testa
e o queixo
arde uma boca de fogo
arde e eu desejo
o desejo oscila
eu vacilo
suga - me uma língua
leve e doce
a boca dessa criatura
não se finda
num minúsculo
naco de tempo
sou dono dos teus enigmas
Assinar:
Postagens (Atom)